sábado, 2 de outubro de 2010

Primeira aventura





Eu acordei. Estava deitado num chão frio, de pedra, um cheiro terrivel e nauseante chegou as minhas narinas, minha vista embaçada. Lembrei o que havia acontecido. Os desastres em Apokopolis, eu sendo vendido, um enorme orc com uma marreta na minha frente, e pow, escuridão. Checo meus pertences, parece que deixaram toda minha quinquilharia comigo, estranho. Olho ao redor, estou numa cela escura e vejo outros dois prisioneiros, um homem atarracado e com cara de poucos amigos, estranhamente estava sem os polegares, e um goliath(o guardião era um goliath ne?). eles discutiam sobre como foram parar ali, eu não queria conversar com eles, então fiquei apenas ouvindo. Vi uma portinhola logo depóis de um pequeno conjunto de escadas. Fui rapidamente la verificar, e no mesmo momento que eu chego ela é bruscamente aberta, um cheiro acre e um calor enorme vem do lado de fora, meus olhos se machucam com a luz depois de ter passado tanto tempo no escuro, então vejo um homem idoso ser arremessado ao meu ladoe a porta se fecha antes que eu consiga me recuperar e agir. Eu pouco me importo com o novo prisioneiro, e vou tentar ver ou escutar algo atraves da porta. Ha uma gritaria la fora, sons estranhos de metal se chocando e gritos de desespero. Uma arena sem duvida! Apenas aguardo sabendo meu fatidico destino, mas eles me subestimaram deixando minhas esferas T comigo. atraves delas eu posso fazer muiiitas coisas. A porta se abre. O nosso carcereiro nos joga para fora, dentro da arena, e então eu vejo um enorme estadio, um homem com uma capa com um estalar de dedos faz os ceus brilharem e o ar ao nosso redor queimar com chamas magicas. Eu sei quem ele é, famoso por suas lutas de gladiadores, eu apenas aguardo. Ele chama outras pessoas, alguns escravos em farrapos e dois homens voluntarios em busca de fortuna provavelmente. Não sabia se iamos lutar entre nos, o humano idoso que foi jogado em cima de mim me aponta uma arca no centro da arena. Ela parece conter equipamentos, ele corre ate ela, eu vou atras para ver se acho qualquer porcarias que eu possa transformar em algo util, afinal não sei o que me espera. Pego apenas uma besta, a qual usarei para arremessar as esferas T, e então ouço um som de correntes arrastando. Vejo saindo do chão uma serie de insetos gigantescos, besouros aberrantes, parece que nosso objetivo sera destrui-los. Nada demais. O homen sem polegares parece saber manejar muito bem uma espada embora sua limitação com as mãos, o idoso parece ser ambidestro, e tambem colocou um arco nas costas, suponho que ele saiba usa-lo. Eu deixo os besouros atacarem os outros, recuo para uma posição estrategica e ativo uma de minhas esferas. O protobo da cabo muito bem desses seres, o homem idoso pareceu muito fragil, precisou de minha ajuda duas vezes, dei para ele o tonico vital XKZ, criação propria. Apos esse pequeno contratempo fomos para as celas novamente. Não conseguia ouvir sons do lado de fora, mas la dentro os sobreviventes conversavam. Como era esperado os plebeus esfarrapados não sobreviveram, mas os dois voluntarios ignobeis sim. Um homem que usava aparelhos tecnologicos de tipo pertubadoramente familiar a minha pessoa, e um anão bruto e não muito esperto(normal). algum tempo depois fomos novamente anunciados, ao sairmos o campo de batalha parecia haver mudado, embora o bau continuasse no centro, haviam 4 pilastras cobertas por teias de aranhas ao longo da arena, areia fofa embaixo de nossos pes e do outro lado um grupo de githyanks nos aguardava. Embora tenham dado um pouco mais de trabalho, com taticas de afundar sobre a areia, e com aranyhas pulando das pilastras, demos conta deles tambem. Vi que o homem com equipamentos tecnologicos(vou falar logo charlie) era um tanto quanto despreparado para essa luta, não sei pq entrou nela. Finalmente voltamos para cela e novamente o hambiente mudou. Ja estava cansado daquilo, quantas mais vezes isso iria ocorrer. Gatz(o nome do homem sem polegares, como descobri durante uma das conversas do "grupo", disse que aquele seria a ultima antes de recebermos o premio, ou sermos mortos na arena. Hm, sair em liberdade e ainda receber um premio, para quem esperava servir como escravo o resto de seus dias ate que estava bom. O mago piromante deu um espetaculo de luzes e cores, e anunciou que iriamos enfrentar os campeões. Bem~, eram um grupo de gladiadores bem exotico, pareciam saido de algum livro de fantasia. Uma halfling provavelmente ladina, uma elfa maga, um humano clerigo e um anão lutador =/ . enfim, queria acabar com aquilo logo, acionei o protobo e o mandei para a frente de batalha. Não foi algo muito inteligente, o chão estava cheio de armadilhas, o protobo caiu em uma delas e foi destruido. me senti abalado pela perda, mas segui em frente. Pelo menos sabiamos agora que deveriamos ter cuidado onde pisar. O velho ficou de longe com seu arco, eu esperei eles virem, tambem de longe, e os outros foram pra cima. Estranhamente os cammpeões não eram tão durões assim, e os derrotamos relativamente facil. Livre. Aquilo era incrivel, a liberdade me veio tão facil, sera que conseguirei voltar para apokopolis e salvar minha familia tão facilmente assim? É, sonho meu... De repente alvoroço, confusão, o chão tremia, o ceu escureceu. Eu corri em direção ao bau com a recompensa, enquanto os outros ficaram com os olhos grudados no ceu. Ouvi tiros de canhões sendo disparados, o navio/arena estava sendo atacado! Um barco repleto pelo que parecia uma horda de demonios havia abalroado nele, e provavelmente iria coloca-lo abaixo. Corri junto com os outros gladiadores em direção a algum local seguro, Gatz felizmente sabia como nos tirar dali, barcos de segurança estavam nas pontas do barco. Ao chegar la vimos um enorme primata demoniaco, seus pelos cor de fogo, seu rosto de pura ira, seus olhos da cor das labaredas do inferno, ele jogava os plebeus que tentavam tb ir para o barco para fora da enorme arena flutuante. Eu e o homem idoso passamos facilmente, mas os outros ficaram para tras ainda um tempo, eu achava que não conseguiriam chegar a tempo, mas por pouco eles o fizeram. O barco estava deveras cheio, mal tinhamos espaço para respirar, não tinhamos um rumo e nem alimento. Flutuando pelo eter aqui e ali se achava a raiz dos deuses, uma planta que fornecia energia para um dia inteiro para uma pessoa normal, mas era quase impossivel pegar. Charlie usou seus equipamentos tecnologicos para pegar alguns enquanto tentavamos conduzir o barco e sobreviver a um outro elemento agravante: a luz eterna que vinha dos ceus poderia transformar um homem numa besta se ficasse diretamente sobre ele durante muito tempo. Não tinhamos qualquer tipo de cobertura, os dias se passavam e as pessoas começavam a sentir os efeitos da luz, eu mesmo estava começando a sucumbir a loucura, a falta de alimento apenas piorava a questão. Depois de algum tempo os plebeus começaram a se perder completamente para a luz e se transformavam em monstros albinos e sem olhos, mas nos conseguimos mata-los antes que virassem um problema maior. No fim não sobravam plebeus no barco, apenas nos 5 e Gatz. Então vimos a salvação adiante: uma enorme ilha a nossa frente, em seu centro uma cidade. Chegamos com o barco ate la e aportamos na borda. Aqui termina nossa primeira jornada. O que mais vira pela frente, que terriveis abominações iremos encontrar, nos mesmos nos transformaremos em uma delas?

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